quarta-feira, 8 de junho de 2011

Releitura de mim

  

   Paro, penso, repenso... Agir? É, talvez seja esta a hora, o tempo de fazer uma releitura, exteriorizar o que está preso, implícito e oculto. Minha mente parece pulsar, sinto grande agonia, anseio de desabafo, diante de todas as recordações. Me pergunto: Seria isto uma crise existencial?
Bem, eu não sei. Apenas uma das muitas dúvidas que parecem agora, habitar meu universo desconjuntado, desprovido de ordem... Como diria René Descartes -"Penso, logo existo" [...] Minha ideologia não se adapta a esse contexto. E, me surgem mais dúvidas, como já era de se esperar.
   Maldita mania de ser racional, centrar-me na filosofia, ser perfeccionista, usar e abusar da razão. Enquanto, meus sonhos são desfeitos. Quisera eu, crer que ainda é possível uma mudança na sociedade. Escolhas agora tão confusas, gostos que já não são mais os mesmos, percepções aguçadas, dúvidas latentes, reflexões constantes. Baseando-me na filosofia mais uma vez, meu postulado é:
"Age de tal forma que ao pensar, duvida mais do que conclui."
   Sons absurdos, paralelos, cenas chocantes, desumanas, gente ignorante, má-educação e um olhar inexperiente... Sinto não me encaixar aqui, devo ir além? Só sei que nada sei. Há quem diga que não cresci, chego a concordar às vezes. Criada de maneira protetora por meus pais, sempre acompanhada por alguém; Outrora, ainda brincava de casinha, a inocência era a lei... Minha vida começou há pouco, quando pela primeira vez pude provar uma diminuta porção de liberdade, não a liberdade sonhada por mim a qual me seduz, não apenas ela, mas a independência!
   Mesmo não tido vivido como deveria, não arrisquei, pouco errei, mas, muito aprendi com experiências alheias. Porém, a inexperiência não é sinônimo de inocência e nem de puritanismo... Como maioria pensa!
Deve ser apenas uma metamorfose que acaba de iniciar-se... E o melhor ainda está por vir (ou, não...).